
Ê Xangô, ta ai teu menino dado à sorte ao destino sedento de amor.
Ê Caô! És teus olhos semblante da lua brilhante de Ogun seguidor.
Sim sinhô, da patota de Cosme, das armas de Jorge ti mininu calçô.
Quem falô, que teu santo é pagão, que teu Cosme e Damião dia desamparô.
Ê Xangô, em pedido à suncê, da juízo ao Erê do guri sofredor.
Hó senhor alimenta tua fome pra que um dia vos chame ti mininu doutô.
Peço licença à todas licenças poéticas pelo mesmo, pois sem tais o Calango em sua simplicidade não existiria.